Dos seus olhos saem labaredas, fumaça, queimaduras em pleno mar. Só ali na sua solidão, é que se martiriza se corta e não aceita o seu castigo. Não entende que sua missão é deixar apaixonados e não se apaixonar. Diz pra si mesmo “vou ganhar esse jogo” e corre atrás, luta, mas quando perde a batalha, ah, quer partir. Isso é tão fascinante quanto a sua própria essência e sua indiscutível beleza.quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Olhos de labareda.
"De onde vem esse menino tão confuso? Vem da campina onde o sol se deita, onde os pés encostam no regalo de terra, onde tudo é permitido, se dorme no sereno e o verde é predominância.
De onde é que vêm esses olhos fortes, carregados de magnetismo? De onde vem esse perigo, essa vontade louca de amar? Tanta intensidade assim? Vontade de viver? Vá com calma criança louca.
Dos seus olhos saem labaredas, fumaça, queimaduras em pleno mar. Só ali na sua solidão, é que se martiriza se corta e não aceita o seu castigo. Não entende que sua missão é deixar apaixonados e não se apaixonar. Diz pra si mesmo “vou ganhar esse jogo” e corre atrás, luta, mas quando perde a batalha, ah, quer partir. Isso é tão fascinante quanto a sua própria essência e sua indiscutível beleza.A sua voz meio rouca soa ambição e sedução caminhando juntas, rumo ao coração. Cria costumes e gestos, ali numa interpretação única e particular que só ele e seu suposto Deus entendem. Entre os dedos um cigarro, aquele mesmo que o acompanha nas noites solitárias.
Com esse ego, sua beleza é coadjuvante, fazendo de tudo uma inédita e fascinante essência. Isso basta."
Abílio Machado sobre Eduardo Mendes
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